Blog do Mario Magalhaes

YouTube volta a exibir vídeo devastador para campanha de Crivella em 2014
Comentários Comente

Mário Magalhães

blog - youtube sem video universal

 

Boa notícia para quem acha que o acesso à memória contribui para a democracia e que é direito dos cidadãos conhecer o passado: o YouTube voltou a exibir o programa eleitoral devastador para a campanha de Marcelo Crivella a governador em 2014.

Para assistir ao vídeo, documento histórico, basta clicar no quadro no alto.

No dia 15 de setembro, o blog havia mostrado as imagens, no post ''O vigor de Crivella, o vídeo que preocupa sua campanha e a força da TV''.

Na segunda-feira passada, quem tentava vê-las no YouTube se deparava com a mensagem reproduzida acima, ''Este vídeo não está mais disponível devido à reivindicação de direitos autorais [da] Igreja Universal do Reino de Deus''.

Crivella é bispo (licenciado) da Igreja Universal e sobrinho do bispo Edir Macedo, personagem principal do vídeo que registra lições a pastores sobre arrecadação de dinheiro dos fiéis.

Ontem à noite, um leitor generoso avisou que o vídeo retornara ao ar. O YouTube advertiu: ''Os comentários estão desativados para este vídeo''.

Ignoro o que ocorreu, mas sei que é bom para a democracia, goste-se ou não de Crivella e do candidato que o atacava, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Em 2012, Pezão e Crivella haviam batalhado na mesma trincheira, no apoio à recondução de Eduardo Paes (PMDB) à Prefeitura do Rio.

No dia 30, Crivella e Marcelo Freixo (PSOL) disputarão o segundo turno da eleição para prefeito.

(O blog está no Facebook e no Twitter )


Sabáticas: O nosso filme de guerra
Comentários Comente

Mário Magalhães

Resultado de imagem para uol estrada 47

Combatentes brasileiros contra o nazismo, no filme ''A Estrada 47'', de Vicente Ferraz

 

No Havaí, ainda moleque, corri a um museu de guerra com memorabilia do ataque-surpresa a Pearl Harbor. Décadas mais tarde, visitei os túneis labirínticos onde se acantonavam comandantes da Marinha Imperial japonesa nas semanas sangrentas da Batalha de Okinawa. Sempre em busca de saber mais sobre o conflito que de 1939 a 1945 abalou o mundo.

No cinema, dá dó quando perco um filme de guerra. Nenhuma delas rendeu tantas produções quanto a segunda. Inspirados ou não em episódios reais, os roteiros elegem como protagonistas combatentes de nações que despacharam tropas ao front.

Dos norte-americanos ou ingleses A Ponte do Rio Kwai, Fugindo do Inferno e O Resgate do Soldado Ryan ao soviético, Quando Voam as Cegonhas, que papou a Palma de Ouro do Festival de Cannes. Da safra século 21, sou mais Cartas de Iwo Jima.

O Brasil também foi à guerra. Mas o que eu ouvia na escola sobre a Força Expedicionária Brasileira não via nas telas. Aprendi a “Canção do Expedicionário”, melodia do maestro Spartaco Rossi e letra do poeta Guilherme de Almeida. Não esqueci versos como “Por mais terras que eu percorra/ Não permita Deus que eu morra/ Sem que volte para lá/ Sem que leve por divisa/ Esse ‘V’ que simboliza/ A vitória que virá”.

Eu esperava o dia em que os cineastas exibiriam brasileiros tiroteando nas trincheiras. Mandamos mais de 25 mil soldados à Europa para encarar os nazistas. Contamos os feridos na casa dos milhares, e 457 homens deixaram a vida nos campos da Itália.

Essas jornadas de coragem renderam bons documentários, ao menos um sublime, Senta a Pua!, de Erik de Castro. O cinema, porém, teimava em desprezar o épico da FEB como matéria-prima para a ficção. Até que em 2015 o diretor Vicente Ferraz lançou A Estrada 47. Enfim, o nosso filme de guerra.

É a história de dois soldados, um sargento e um tenente do esquadrão antiminas destroçado por baixas. A missão perigosíssima dos sobreviventes consiste em livrar de explosivos a estrada-título, abrindo caminho seguro à passagem de blindados dos Estados Unidos. Tudo filmado em montanha e planície italianas cobertas de neve. O mais incrível, os personagens principais falam português.

A trama é inventada, mas bebe tim-tim por tim-tim na saga da campanha de outrora. Ao final, os atores, como Julio Andrade e Daniel de Oliveira, dão lugar a velhas imagens dos guerreiros em terras distantes. E ouvimos a “Canção do Expedicionário”.

Depois de assistir ao filme, levei meu filho caçula ao Parque do Flamengo, onde repousam os restos de centenas de pracinhas mortos na carnificina. “São os nossos heróis, heróis de verdade”, eu disse ao Daniel.

(Publicado originalmente na revista Azul Magazine, abril de 2016)

(O blog está no Facebook e no Twitter )


Há 50 anos, Colégio Pedro II barrava cabeludos; hoje, saia liberada assusta
Comentários Comente

Mário Magalhães

blog - cabeludos pedro ii

Reprodução de ''O Globo'', 07.10.1966

 

O costume (ou vício) de acompanhar seções jornalísticas dedicadas a datas redondas do passado proporciona surpresas.

Hoje eu li no ''Globo'' alguns destaques da edição de 7 de outubro de 1966, 50 anos atrás.

O editorial ''Frente folclórica'' era uma chapoletada na Frente Ampla de Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos Lacerda, desancando os três.

A notícia mais curiosa daquele dia foram as novidades sobre a proibição de alunos cabeludos entrarem no Colégio Pedro II.

Dois dias antes, o diretor havia impedido que 50 estudantes assistissem às aulas.

Hoje, há pais de alunos do Pedro II que encrencam com a recente decisão de não impor uniforme por gênero.

Se um aluno quiser vestir saia, terá esse direito. (Atenção: se quiser; ninguém é obrigado a se vestir assim ou assado).

Moral da história: em cada século há sempre cabeças que se recusam a deixar o século que passou.

(O blog está no Facebook e no Twitter )


Eficiência da seleção desautoriza clichê ‘treino de luxo’. Foi só ‘treino’
Comentários Comente

Mário Magalhães

Resultado de imagem para uol neymar brasil 5 x 0 bolivia

Neymar: atuação soberba na goleada de 5 a 0 do Brasil sobre a Bolívia – Foto Vanderlei Almeida/AFP

 

Quando um time aplica um chocolate em jogo oficial, costuma-se empregar o simpático clichê ''treino de luxo''.

Os 5 a 0 do Brasil sobre a Bolívia, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, foram tão fáceis que o lugar-comum tornou-se impróprio. Foi apenas ''treino'', sem luxo.

É um imenso prazer ver Neymar espetacular como em Natal. Nesta temporada, pelo Barcelona, ele tem sido irregular.

A impressão foi que, se fosse necessário enfiar dez gols, a seleção conseguiria. Não era necessário.

O passeio não elimina dois registros: na jogada do primeiro gol Neymar pareceu fazer falta e, na do terceiro, estava impedido.

Tite trocou muitos jogadores, e o Brasil continuou forte. A goleada foi facilitada pela equipe boliviana, que não deve ganhar fora de casa desde os tempos em que o Che Guevara andava pelas matas do seu país.

Para quem assiste à seleção brasileira, a maior novidade é começar a partida confiante, achando que vamos ganhar.

De fato, uma mudança e tanto.

(O blog está no Facebook e no Twitter )


Qual será a vantagem de Crivella sobre Freixo entre eleitores evangélicos?
Comentários Comente

Mário Magalhães

datafolha segundo turno

 

Saiu o primeiro Datafolha na campanha do segundo turno da eleição para prefeito do Rio. Marcelo Crivella (PRB) lidera com 44%, Marcelo Freixo (PSOL) tem 27% do total de votos. Considerando votos válidos, o senador vence o deputado por 62% a 38%.

O levantamento confirma que, à medida que a escolaridade e a renda dos eleitores são menores, aumenta a vantagem de Crivella, cujo desempenho é melhor entre os homens e desacelera entre os mais jovens.

Para ter chances de vitória, Freixo precisa crescer no povão.

A consulta não indagou os entrevistados sobre religião.

Bispo (licenciado) da Igreja Universal do Reino de Deus, Crivella tem muita força entre os evangélicos, que representam cerca de um quarto dos cariocas.

Diminuir a distância pró-Crivella nesse segmento do eleitorado é um desafio relevante para Freixo.

No primeiro turno, Crivella também teve boa performance entre os católicos (mais ou menos metade da população).

Na segunda-feira começa a propaganda na TV. Até lá, a campanha não deve sofrer nenhum impacto expressivo, a não ser em caso de desastre para algum candidato no debate de hoje na Band.

Na largada, Crivella mostra robustez.

(O blog está no Facebook e no Twitter )


O candidato das milícias no 2º turno do Rio
Comentários Comente

Mário Magalhães

Resultado de imagem para uol milícia rio das pedras

Luto por morte de suspeito de chefiar milícia, no Rio – Foto Folhapress

 

O jornalismo prestou um bom serviço na campanha do primeiro turno a prefeito do Rio ao informar que milícias cobraram até R$ 120 mil para autorizar candidatos a fazerem propaganda nas áreas dominadas por elas.

É razoável supor que, sem postulantes à Câmara Municipal, o negócio eleitoral dos criminosos tenha terminado no domingo.

Mas não o poder violento e à margem da lei sobre moradores de numerosos bairros e comunidades.

Fica a curiosidade: esses bandos paramilitares vão se manter neutros no mata-mata decisivo?

Ou têm candidato de preferência?

Pedirão voto para algum deles?

Em caso positivo, também é sensato acreditar que inexista compromissos entre um concorrente predileto e as milícias.

Talvez, nessa hipótese, se trate mais de um voto contra um do que a favor de outro.

É isso mesmo?

Ou seja, a pauta jornalística é gorda e está quicando.

Seria útil aos cidadãos e aos eleitores conhecer o que ocorre, às vésperas do segundo turno, também nos locais controlados pelas milícias.

Mesmo sabendo, reitere-se, que ser apoiado pelos milicianos não implica necessariamente vínculos com eles.

(O blog está no Facebook e no Twitter )


Youtube tira do ar vídeo decisivo para derrotar Crivella em 2014
Comentários Comente

Mário Magalhães

blog - youtube sem video universal

Imagem no Youtube, quando procurado um programa eleitoral de 2014 contra Crivella

 

Vinte dias atrás, o blog publicou o post ''O vigor de Crivella, o vídeo que preocupa sua campanha e a força da TV''. O vídeo mencionado no título, encontrado no Youtube, acompanhava o artigo. Quem se deparou com o post hoje de manhã deu com a imagem reproduzida acima, com o aviso: ''Este vídeo não está mais disponível devido à reivindicação de direitos autorais [da] Igreja Universal do Reino de Deus''.

Recapitulando: na começo da campanha de segundo turno para o governo do Estado do Rio, em 2014, Marcelo Crivella (PRB) crescia e ameaçava ultrapassar Luiz Fernando Pezão (PMDB). O candidato à reeleição exibiu no horário eleitoral um antigo vídeo veiculado originalmente pela TV Globo. As imagens mostram o bispo Edir Macedo, tio de Crivella e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, falando com pastores sobre a arrecadação de contribuições dos fiéis. Depois de a propaganda ir ao ar, Pezão consolidou a vantagem sobre Crivella e o derrotou.

Para além de questões paralelas, havia inequívoca relevância jornalística no vídeo mostrado pelo ''Jornal Nacional''. Tanto que foi amplamente noticiado.

O vídeo que o Youtube retirou era o programa de Pezão no horário eleitoral. Simpatizando ou não com Pezão e Crivella, trata-se de documento histórico das eleições no Rio de Janeiro.

As mesmas imagens obtidas pelo ''JN'' ainda podem ser encontradas no Youtube, mas não mais o programa de Pezão enfatizando o vínculo de Crivella com Edir Macedo e a Igreja Universal.

Em 2016, Marcelo Crivella e Marcelo Freixo (PSOL) disputam o mata-mata derradeiro para prefeito do Rio.

(O blog está no Facebook e no Twitter )


Tomara que a campanha do 2º turno no Rio também discuta temas nacionais
Comentários Comente

Mário Magalhães

Resultado de imagem para uol ministro marcos pereira prb

Marcos Pereira, ministro de Temer e presidente do PRB de Crivella – Foto Pedro Ladeira/Folhapress

 

O Rio não é Pindamonhangaba, cidade paulista de nome tão belo.

O Rio colecionou governantes, bons ou maus, que não olhavam só até o umbigo, ou as divisas do município, mas ao menos até as fronteiras do Brasil.

Gente que tinha o que dizer e dizia, como Pedro Ernesto, Carlos Lacerda, Negrão de Lima, Saturnino Braga, Cesar Maia e muitos outros.

Gente avessa à cabeça de província _e nada contra a província, morei numa e voltaria a morar com prazer, porém não foi esse o destino das terras cariocas.

Por conta de querelas nacionais, Pedro Ernesto, prefeito do então Distrito Federal, acabou em cana.

Governador da cidade-Estado da Guanabara, Lacerda encontrava tempo para enumerar as virtudes então conhecidas da energia nuclear, que ele pretendia implantar no país (com fins pacíficos), avacalhar a União Soviética e vituperar a aventura dos Estados Unidos no Vietnã.

O motivo desse nariz de cera são os apelos reiterados, de todos os lados, para que Marcelo Crivella e Marcelo Freixo tratem apenas de questões municipais na campanha do segundo turno.

É claro como um céu de Monet, apesar das nuvens, que os candidatos devem se preocupar mais com a cidade e com suas propostas para melhorar a vida dos cidadãos.

Eles apresentaram programas, e vale a pena ler e ouvir o que sugerem.

Mas eliminar do debate as ideias e atitudes dos dois em relação aos grandes temas brasileiros é supor que o alcaide do Rio tem responsabilidades do tamanho das de um prefeito de pequena localidade.

Para ficar num exemplo, observe-se a relação de ambos com os três presidentes da República mais recentes.

Como senador, Crivella integrou a base de Lula e por ele foi apoiado na candidatura fracassada a governador em 2006. Foi ministro de Dilma, mas votou a favor do impeachment da presidente. Crivella é da base do governo Temer. Seu partido, o PRB, tem cargo no Ministério, a pasta da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Ocupa-a o presidente da agremiação, Marcos Pereira, que como Crivella é bispo (licenciado) da Igreja Universal do Reino de Deus.

Enquanto Crivella apoiou ou fez parte dos últimos três governos federais, Marcelo Freixo permaneceu na oposição _de esquerda_ a todos. Idem seu partido, o PSOL. Não deram trégua a Lula e Dilma, não dão a Temer. O que não impediu os psolistas, com a concordância de Freixo, de serem contra a deposição da presidente.

A trajetória distinta dos dois não é relevante para decidir o voto?

Em 2012, quando Freixo disputou a Prefeitura do Rio contra Eduardo Paes, o postulante à reeleição teve o apoio de Crivella e do PRB.

Não é importante conhecer a disposição do novo prefeito para ajudar ou dificultar o governo Temer a impor a dita reforma trabalhista? As mudanças afetarão também os cariocas.

No primeiro turno, os eleitores mostraram que nacionalizar a campanha pode dar, sim, votos. O concorrente do PSDB, Carlos Roberto Osório, cresceu depois de levar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao seu programa no horário eleitoral. O ''Fora, Temer'' impulsionou Freixo contra Pedro Paulo, candidato pelo mesmo PMDB do atual ocupante do Planalto.

Isso aconteceu porque, para o bem e para o mal, o Rio é o Rio, e não província.

(O blog está no Facebook e no Twitter )


Ibope da véspera da eleição expôs fragilidade de Paes como cabo eleitoral
Comentários Comente

Mário Magalhães

Resultado de imagem para uol eduardo paes

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) – Foto Felipe Hanower/Folhapress

 

Segue a ladainha segundo a qual um tropeço de marketing teria sido determinante para que o candidato Pedro Paulo (PMDB) não passasse ao segundo turno do Rio.

O erro teria sido afastar da campanha por algum tempo o prefeito Eduardo Paes, correligionário e fiador de Pedro Paulo.

O peemedebista ficou em terceiro lugar, com 16,12% dos votos válidos. Marcelo Freixo (PSOL), segundo colocado, colheu 18,26% _portanto, apenas 2,14 pontos a mais.

A hipótese de mancada marqueteira exige duas suposições: que os eleitores ignorassem que Pedro Paulo era o candidato de Paes; que o prefeito tivesse números fulgurantes de aprovação.

Não ocorreu nem uma coisa nem outra.

Por pelo menos um ano Paes apresentou por toda a cidade Pedro Paulo como seu futuro candidato. No começo e na reta final da campanha, apareceu na TV pedindo votos para o antigo secretário. O Rio sabia que Pedro Paulo era a continuidade, e o deputado repetiu isso até o debate na TV Globo, assistido pela maioria dos eleitores (54%, de acordo com o Datafolha).

Justa ou não, a opinião dos cariocas sobre a administração Paes é majoritariamente negativa. Por isso ele sumiu em parte da campanha, com sua concordância: era mais ônus do que bônus.

pesquisa divulgada pelo Ibope no sábado trata também da avaliação a respeito de Eduardo Paes:

* enquanto 25% classificam sua administração como ótima/boa, 33% a julgam ruim/péssima;

* sobre a ''forma como o prefeito vem administrando a cidade'', 36% a aprovam e 56% a desaprovam.

Paes é hoje um cabo eleitoral frágil (tem condições de dar a volta por cima).

Por que, então, ele reapareceu com força total no fim da campanha?

Como seu candidato não decolava, por muitos motivos, houve um esforço para aproximar o desempenho eleitoral de Pedro Paulo das avaliações ótimo/bom do governo Paes.

O PMDB não conseguiu, porque a transferência de votos não é automática. Em São Paulo, a prefeita Marta Suplicy era bem avaliada como prefeita, mas fracassou em 2004 ao tentar a reeleição.

Um conjunto de debilidades políticas tirou Pedro Paulo do mata-mata decisivo.

Mas, na falta de um mordomo, há quem prefira culpar o marqueteiro.

(O blog está no Facebook e no Twitter )


O dilema da direita liberal carioca
Comentários Comente

Mário Magalhães

Marcelo Crivella, do PRB, (à esquerda) e Marcelo Freixo, do PSOL, (à direita)

Os candidatos Marcello Crivella e Marcelo Freixo – Reprodução Arte UOL

 

A direita liberal, segmento tradicional da paisagem política carioca, está numa sinuca de bico: quem apoiar no segundo turno da eleição para prefeito?

De um lado, Marcello Crivella (PRB), bispo da Igreja Universal do Reino de Deus.

Do outro, Marcelo Freixo (PSOL), militante de esquerda.

A direita liberal que honra o nome prega o Estado laico.

E nutre ojeriza à intervenção do Estado.

É civilizada e, adote-se ou não seus valores, inteligente.

A direita truculenta já fez a opção no Rio: vai de Crivella. Identifica-se com ele em ideias como a dita escola sem partido.

O voto da direita liberal, que em parte apoiou Carlos Roberto Osório (PSDB) e Indio da Costa (PSD) no primeiro turno, ainda é uma incógnita.

(O blog está no Facebook e no Twitter )