Blog do Mario Magalhaes

Há 70 anos o Exército Vermelho libertava Auschwitz. Vale um porre
Comentários 3

Mário Magalhães

Em 1945, reencontros em Auschwitz, depois da libertação

Em 1945, reencontros em Auschwitz, depois da libertação

 

Nesta terça-feira faz 70 anos que, na gloriosa jornada de 27 de janeiro de 1945, tropas do Exército Vermelho libertaram milhares de presos do complexo de campos de concentração e extermínio de Auschwitz.

Contou-se na casa de milhão os mortos no inferno montado pelos nazistas no sul da Polônia.

Maldades que não devem ser esquecidas e cujos autores não merecem anistia.

Aquele dia redentor, há sete décadas cravadas, sempre valerá um trago.

Um trago, não: um porre.

( O blog está no Facebook e no Twitter )


Agência Pública busca contribuições para financiar reportagens em 2015
Comentários Comente

Mário Magalhães

blog - agência pública logo

 

A Agência Pública, dedicada ao mais valioso gênero do jornalismo, a reportagem, tem oferecido boas, inspiradas e relevantes reportagens de fôlego.

A agência lançou seu segundo projeto de crowdfunding. Os leitores que ajudarem a financiar a Pública em 2015 escolherão dez pautas em que serão investidos os recursos arrecadados.

Para entender como funciona o financiamento coletivo e contribuir, basta clicar aqui.

Para conhecer a Agência Pública, clique neste link.

( O blog está no Facebook e no Twitter )


Chefões de Fla, Flu e Maracanã acham que futebol não é relevante no Brasil
Comentários Comente

Mário Magalhães

blog - manifesto cartolas

 

Se vale o escrito, como na tradição do bicho, a cartolagem de Flamengo e Fluminense e a concessionária que explora o Maracanã, sob controle do conglomerado Odebrecht, consideram que o futebol não é “atividade'' “grandiosa'' ou “relevante para a sociedade'' brasileira.

Tal apreciação nonsense consta de manifesto divulgado no sábado, confrontando com méritos a absurda determinação da federação de futebol do Rio que impõe preços de ingressos que implicam vultosos prejuízos, aos clubes e à concessionária, em jogos do Campeonato Estadual no estádio maior.

Ter razão na batalha contra a turma daninha da federação não confere autoridade para pronunciar disparates.

Assim principia o “Manifesto por um futebol carioca profissional'' (a imagem do alto reproduz o jornal “O Globo''): “Acreditamos no potencial do futebol brasileiro em se tornar uma atividade próspera, grandiosa e relevante para a sociedade e para a economia nacional''.

Ou seja, se é preciso “se tornar'', ainda não é.

No caso da economia, é discutível _ o futebol mobiliza bilhões de reais em publicidade, material esportivo, turismo etc. Mas seu impacto econômico pode mesmo ser muito maior.

Em relação à “sociedade'', pontificar que o futebol não é “relevante'' significa perder a noção.

Não custa dar um desconto, pois o que não falta é pato novo no futebol entre os chefões de Fla, Flu e Maracanã.

A condição de neófito, contudo, deveria recomendar mais cuidado com o que se fala e escreve.

( O blog está no Facebook e no Twitter )


Anatomia do parasita: Maldição do substituto real perturba príncipe Andrew
Comentários Comente

Mário Magalhães

Soldadinho de chumbo, ou príncipe Andrew - Foto Friso Gentsch/EFE

Soldadinho de chumbo, ou príncipe Andrew – Foto Friso Gentsch/EFE

Por Steven Erlanger, do “New York Times'', via “Folha''.

“Parasita'' é por conta do blog.

( O blog está no Facebook e no Twitter )

*

Maldição do substituto real perturba príncipe Andrew

Steven Erlanger, do “New York Times'', em Londres

Não é fácil ser o substituto, o segundo filho treinado para pouco mais que ficar por perto, esperando que seu irmão mais velho morra ou tenha filhos, que o suplantarão.

Conforme o príncipe Andrew, duque de York, envelheceu e ficou mais distante na linha de sucessão (aos 54 anos, hoje ele é o quinto na fila), ele enfrentou o problema do que fazer consigo mesmo -ser público, mas não proeminente- e nem sempre fez as melhores opções, como admitiu.

O príncipe Andrew está de volta ao noticiário com o ressurgimento de denúncias de que ele fez sexo com uma menor, feitas por um velho e rico amigo dele, Jeffrey E. Epstein, preso em 2008 por incitar uma menor à prostituição.

Em 2011, quando as acusações contra o príncipe Andrew vieram à tona, e novamente este mês, quando elas ressurgiram em um caso aberto em um tribunal da Flórida, o Palácio de Buckingham emitiu negações explícitas.

As afirmações da mulher, que segundo o palácio se chama Virginia Roberts, hoje com 30 anos, casada e com três filhos, foram divulgadas em 2011 pela imprensa britânica e pela revista “Vanity Fair''.

A diferença agora parece ser uma acusação direta de Roberts, por meio de seus advogados, de que teve contato sexual com o príncipe Andrew e outras figuras públicas, como o advogado Alan Dershowitz, que também nega as acusações e disse que pretende mover uma ação para colocá-la sob juramento.

O furor sobre o príncipe Andrew levantou um problema conhecido, o de levar a vida como membro da família real sem uma função definida. “Andrew viveu no submundo de Mayfair, que era um pouco decadente -quando você é um membro da realeza sem função, tende a cair nesse mundo'', disse o comentarista social Peter York.

Em editorial intitulado “Reforma real'', o jornal britânico “The Times'' sugeriu que a família real, enquanto instituição, se enxugue e mande seus filhos trabalharem. Fora desses papéis, “eles representam mais um risco que um benefício para a família real''.

Para ler a íntegra, basta clicar aqui.


Quando falam em ‘austeridade’ e ‘ajustes’, governos tentam esconder arrocho
Comentários 1

Mário Magalhães

Com Carequinha, palhaçada era do bem

Com Carequinha, palhaçada era do bem

 

Em pleno ano de 2015, os governos ainda recorrem ao surrado recurso de não chamar “arrocho'' pelo nome, preferindo ludibriar a audiência com os eufemismos “ajuste'' e “austeridade''.

Quando as administrações cortam despesas com educação, saúde e segurança, estão arrochando a população que depende de serviços públicos para ter uma vida menos sofrida e progredir.

Ao subtrair reais do salário mínimo ou tornar mais difícil o acesso ao seguro desemprego, o arrocho castiga os trabalhadores.

A corda do “sacrifício'' arrebenta do lado mais frágil.

“Ajuste'' e “austeridade'' são palavras bonitinhas, não ferem ou incomodam, nem cócegas fazem.

Os eleitores gregos não se apuseram à “austeridade'', e sim ao arrocho.

“Arrocho'', ensina o Houaiss, é:

* “pedaço de madeira, torto e curto, usado para torcer e apertar as cordas que fixam fardos, cargas etc.;

por extensão, qualquer coisa que sirva para atar ou apertar;

* situação de emergência que exija sacrifícios, especialmente os de ordem financeira''.

Os governos _de Dilma a Pezão, de Alckmin a Sartori_ estão arrochando sem dó, sobretudo os mais fracos, no país de desigualdade obscena que é o Brasil.

Não empregam a expressão arrocho por medo das reações dos mais prejudicados e devido à hipocrisia atávica dos políticos.

Então, numa palhaçada maldosa, falam em “austeridade'' e “ajustes''.

Com a cumplicidade costumeira do jornalismo, que só é crítico _e põe crítico nisso_ quando quer.

Palavras são navalhas, já cantava o Belchior.

Estão aí para serem empregadas honestamente. Basta querer.

( O blog está no Facebook e no Twitter )


Com clínicas fechadas no Rio, mulheres buscam outros Estados para abortar
Comentários 35

Mário Magalhães

Como sabem amplos círculos da zona sul carioca mais endinheirada, os bairros de Botafogo (na própria zona sul) e Barra da Tijuca (zona oeste com pinta de zona sul) sediam duas das clínicas clandestinas de aborto mais frequentadas pelas mulheres de famílias de classe média para cima (aquelas que os sociólogos classificam como classe A).

Sediam, não: sediavam, como têm tomado conhecimento as pessoas que buscam essas clínicas.

Alarmadas com operações policiais contra estabelecimentos dedicados ao aborto, as duas clínicas tomaram a iniciativa de fechar as portas, ao menos por um tempo.

O aborto é proibido. A legislação prevê pena de detenção para médicos e assemelhados e também para a mulher que aborta.

Com as duas clínicas desativadas, muitas moradoras do Rio têm ido até outros Estados para interromper a gestação.

Em São Paulo, não apenas para a capital. Uma clínica de Campinas tem recebido cariocas.

Outro dia ouviu-se numa roda feminina: “Cuidado, que engravidar [e abortar] ficou mais caro''.

Em agosto e setembro, os serviços clandestinos de aborto provocaram a morte de uma mulher em Campo Grande (zona oeste) _de nome Jandira, ela pagaria R$ 4.500 pelo procedimento_ e de outra em Niterói.

A partir de então, a Polícia Civil promoveu operações de repressão contra o mercado do aborto.

A ilegalidade favorece médicos e carniceiros de toda ordem que não oferecem condições hospitalares dignas para as pacientes.

O aborto é questão de saúde pública, tal sua dimensão. Mas as mulheres continuam a ser tratadas como criminosas e a correr riscos graves.

As mais pobres não tem nem como ir a uma clínica clandestina: adotam métodos muito mais perigosos.

As que podem têm saído do Rio para abortar.

E outras vão morrendo, a maioria sem sair no jornal.

( O blog está no Facebook e no Twitter )


‘A minha casa são os meus sapatos’
Comentários Comente

Mário Magalhães

O poeta Mário Gomes (1947-2014), na ilustração de Valber Benevides

O poeta Mário Gomes (1947-2014), na ilustração de Valber Benevides

 

A frase do título deveria ser o mantra de todo repórter digno do nome.

Era de autoria do poeta Mário Gomes, que morreu no último dia de 2014, aos 67 anos.

O xará era um homem das ruas. Vivia nas ruas de Fortaleza. Vivia de morar, embriagado entre versos e pinga.

O “poeta andarilho'', como o chamavam, deu-me a honra de prestigiar o lançamento de um livro meu no Ceará. Presenteou-me com alguns escritos.

Estava sempre por perto do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que dias atrás atrás homenageou sua memória (copiei do convite a ilustração de Valber Benevides, autor de um lindo desenho que tenho em casa na parede da sala).

A musa cearense Maninha Morais lembrou qual era o endereço informado pelo seu amigo poeta: “A minha casa são os meus sapatos''.

#RIP Mário Gomes.

( O blog está no Facebook e no Twitter )


Motel aproveita apagões para fazer propaganda
Comentários Comente

Mário Magalhães

Reprodução de anúncio publicado em "O Globo", 22.jan.2015

Reprodução de anúncio publicado em “O Globo'', 22.jan.2015

 

Se o ar condicionado estivesse garantido, talvez o anúncio falasse em cobertor de orelha.

Mas alguém está lá pensando em ar condicionado?

( O blog está no Facebook e no Twitter )