Blog do Mario Magalhaes

Sai DVD com clássico ‘A batalha de Argel’
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Mário Magalhães

blog - a batalha de argel capa

 

Obra-prima do diretor italiano Gillo Pontecorvo (1919-2006), “A batalha de Argel'' reconstitui os anos incandescentes da guerra pela libertação da Argélia. Conquistou em 1966 o Leão de Ouro do Festival de Veneza, consagrou-se como um clássico do cinema e se tornou, digamos, personagem da história, ao ter a exibição proibida em numerosos países, também no Brasil da ditadura.

O furor cinematográfico que arrebatou plateias de todo o mundo sai agora em DVD, numa edição do Instituto Moreira Salles (a imagem acima é da capa). Nesta quinta-feira, 24 de julho, haverá uma sessão especial de lançamento no Rio, às 20h (mais informações no release do IMS reproduzido abaixo).

Voltei a assistir ao filme, pela enésima vez, poucos anos atrás, durante a apuração da biografia “Marighella – O guerrilheiro que incendiou o mundo'' (Companhia das Letras). Como arte, “A batalha de Argel'' não envelheceu, tantas décadas depois dos acontecimentos que constituem a matéria-prima factual desta obra de ficção com pegada de documentário. Parece tinindo de novo.

Tanto os repressores franceses, tropa de choque dos colonizadores, quanto os argelinos militantes da luta armada, combatentes anticolonialismo, influenciaram brasileiros, sobretudo na segunda metade dos anos 1960 e na primeira dos 1970.

Os guerrilheiros de lá, pró-independência, foram uma das inspirações dos guerrilheiros daqui. E os torturadores daqui, herdeiros do know-how dos castigos da escravidão, aprenderam as lições dos de lá, embora no final da história, em 1962, que o filme não alcança, o triunfo no Norte da África tenha sido dos argelinos, e não dos franceses.

A título de curiosidade, eis uma das muitas menções ao filme na biografia “Marighella'': “Em 1968, a Censura Federal vetou e depois liberou 'A chinesa', ficção de Godard em torno de uma célula francesa de maoistas. Interditaram 'A batalha de Argel', de Gillo Pontecorvo, e sobrou para Marighella. O censor Wilson de Queiroz Garcia opinou que a exibição da saga da independência da ex-colônia francesa 'seria o estopim que falta ser aceso para a luta terrorista': 'A título de ilustração para o que dizemos, leia-se 'Algumas questões sobre a guerrilha no Brasil', do comunista Carlos Marighella, publicada no 'Jornal do Brasil' de ontem, domingo, dia 15 de setembro de 1968'''.

Outra: “Os militares assistiam em sessões privadas nos quartéis a um filme de 1966 que a censura retirara dos cinemas, carimbando-o como subversivo. 'A batalha de Argel' inspirava a luta armada, mas ensinava a sufocá-la — a obra se passa em 1957, a cinco anos da independência da Argélia. Um coronel francês compara os insurgentes às tênias, que se reproduzem pela cabeça: precisam cortar a organização revolucionária por cima. É o que fazem matando o guerrilheiro Ali La Pointe, líder da Frente de Libertação Nacional, cujo paradeiro descobriram torturando um companheiro seu. No Brasil, a lição argelina equivalia a abater Marighella. É o que a turma do Dops começaria a fazer na alameda Campinas''.

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* * *

Release do Instituto Moreira Salles:

IMS lança em DVD A batalha de Argel

No dia 24 de julho, às 20h, com uma sessão especial, o Instituto Moreira Salles lançará em DVD o filme A batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo. O filme apresenta os eventos decisivos da guerra pela independência da Argélia, marco do processo de libertação das colônias europeias na África. O DVD traz um depoimento filmado de Saadi Yacef, produtor e ator do filme, e o livreto A verdade 24 vezes por segundo, de José Carlos Avellar, coordenador de Cinema do IMS, com uma análise crítica do filme.

O filme foi proibido em diversos países, inclusive no Brasil, ao apresentar as ações dos dois lados do conflito no período de 1954 a 1957, apesar da guerra só ter terminado em 1962. De um lado, estava o exercito francês e suas técnicas de tortura; do outro, a Frente de Libertação Nacional e seus métodos de guerrilha.

O filme se baseia nos relatos de Saadi Yacef, que havia sido preso durante o conflito e condenado à morte. Durante a prisão, ele escreveu um livro de memórias, Souvenirs de la Bataille d’Alger,e, em 1962, após sua libertação, foi para a Itália buscar por um diretor e um roteirista que pudessem compreender e traduzir sua publicação em linguagem cinematográfica. Encontrou Gillo Pontecorvo, realizador do filme Kapò, que se passa em um campo de concentração na Segunda Guerra Mundial, e o roteirista Franco Solinas, de O bandido Giuliano, sobre o herói do movimento separatista da Sicília Salvatore Giuliano.

Entre os muitos prêmios recebidos por A batalha de Argel destacam-se o Leão de Ouro, o da Critica Internacional e o Cidade de Veneza, no Festival de Veneza de 1966; o de melhor diretor, fotografia e produtor, do Sindicato Nacional de Críticos Cinematográficos Italianos, em 1967; o de melhor filme estrangeiro no prêmio Kinema, do Japão, em 1968; e o de melhor filme estrangeiro no Bafta Awards, da Inglaterra, em 1972. O filme de Pontecorvo teve ainda, nos Estados Unidos, duas indicações ao prêmio da Sociedade Nacional de Críticos de Cinema, de melhor filme estrangeiro e melhor diretor, e três indicações ao Oscar, de melhor filme estrangeiro, em 1967, e de melhor diretor e melhor roteiro, em 1969.

Sobre Gillo Pontecorvo

Assistente de direção de Yves Allégret (em Les miracles n'ont lieu qu'une fois, 1951), de Mario Monicelli (em As infiéis/ Le infideli, 1953, e em Totò e Carolina, 1954), e de Francesco Maselli e Cesare Zavattini (em Storia di Caterina, um dos seis episódios de Amore in città, 1953), Gillo Pontecorvo (1919-2006) realizou cinco filmes de ficção no centro de uma filmografia construída principalmente em torno do cinema documentário. Foram seis curtas antes do primeiro longa-metragem: Missione Timiriazev (1953), Porta Portese (1954), Festa a Castelluccio (1954), Uomini del marmo (1955), Cani dietro le sbarre (1955) e Giovanna (1955) – este último, dois anos mais tarde, incluído em A rosa dos ventos (Die Windrose, 1957), produção internacional coordenada por Joris Ivens. Nesse mesmo ano, dirigiu sua primeira ficção: A grande estrada azul (La grande strada azzurra, 1957). Em seguida, realizou mais dois documentários, Pane e zolfo (1959) e Gli uomini del lago (1959), antes da segunda ficção, Kapò (1960). Depois de dois outros documentários, Paras (1963) e La magia (1965), mais três longas-metragens: A batalha de Argel (1966),Queimada (1969) e Operación Ogro (1979), todos de ficção. A partir de então, filmou somente documentários para cinema e televisão: L'addio a Enrico Berlinguer (1984), 12 registi per 12 città: Udine (1989), Ritorno ad Algeri (1992), Danza de la fata confetto (1996), Nostalgia di protezione (1997), I corti italiani (1997), Un altro mondo è possibile (2001), La primavera del 2002 – L'Italia protestal'Italia si ferma (2002) e, seu último trabalho, Firenze, il nostro domani (2003).

A batalha de Argel

de Gillo Pontecorvo

R$ 44,90

QUINTA | 24 DE JULHO

20h00

A batalha de Argel (La bataille d’Argel/ La battaglia di Algeri)

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro

Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea

Ingressos

R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia)

Ingressos disponíveis também em www.ingresso.com

Disponibilidade de ingressos sujeita à lotação da sala.

Capacidade da sala: 113 lugares


Dupla Dunga-Gilmar é o nosso 7 a 1 moral
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Mário Magalhães

Dois esclarecimentos:

1) ao contrário de um monte de gente, incluindo os que viram e os que não viram o Dunga boleiro, eu o considerava um baita jogador. Volante tanto de pegada, combativo, quanto de recursos técnicos acima da média. Seus lançamentos eram um primor estilístico. Pensava bem o jogo, como um técnico em campo, mais do que o capitão que se habituou a ser;

2) a trajetória de Gilmar Rinaldi nos tempos de goleiro e, no Flamengo, gestor de futebol não autorizam prognósticos sombrios sobre comportamento temerário dele na condição de coordenador de seleções, apesar do seu passado recente como empresário de jogadores. Gilmar aparenta ser um homem de bem.

Dito isso, e encerrada a entrevista coletiva de que os dois participaram, seguem alguns pitacos sobre o novo técnico da seleção brasileira e o novo coordenador de seleções da CBF.

Começando por Gilmar.

Quando um magistrado se declara impedido de exercer sua função em determinado processo,  por se considerar suspeito, ele não se classifica como um salafrário que decidiria com parcialidade ou interesses escusos, e não com base na lei.

O juiz pensa que, se o réu foi seu sócio em escritório ou colega de escola, as relações comerciais e pessoais podem interferir subjetivamente no julgamento, por mais que o magistrado busque aplicar com escrúpulos a legislação. Sob suspeição, passa o processo a outro.

Gilmar dedicou-se por mais de uma década, até dias atrás, ao trabalho como agente de jogadores. É lógico que se cria suspeição sobre ele, no novo cargo, quando ser convocado ou não para a equipe nacional pode representar ganhos e perdas milionárias ao jogador e seus empresários. No mínimo, Gilmar deveria ter cumprido quarentena.

A desconfiança não decorre do caráter de Gilmar, reitero. Mas do conflito de interesses. O problema não se apresenta apenas a observadores e torcedores, mas sobretudo aos jogadores.

Como sabe quem acompanhou o cotidiano de clubes e seleções, é comum os boleiros desconfiarem de que são favorecidos ou prejudicados em virtude não do desempenho esportivo, mas dos vínculos do empresário de cada um com os cartolas. Não é esse o ambiente recomendável para reconstruir a seleção.

Outra deficiência de Gilmar é que ele exercerá uma função para a qual não ostenta lastro profissional que ampare tamanha responsabilidade.

Ele é o homem errado no lugar errado e na hora errada.

Sobre Dunga.

A escolha de Marin e Del Nero, capi da CBF, premia a performance ruim.

O treinador perdeu com a seleção na Copa de 2010. Depois, ficou anos parado e só trabalhou em um clube, o Inter, no qual ganhou o que valia menos e fracassou quando os desafios aumentaram.

Isso mesmo, de 2010 a 2014, Dunga só foi técnico num clube, no qual não sobreviveu por um ano.

O noticiário informa que ele estava acertando contrato com a seleção venezuelana. Seria um bom recomeço, para evoluir até encarar objetivos mais parrudos. De certo modo, este ainda é o tamanho de Dunga como técnico: dirigir a Venezuela.

O recado dos chefões do futebol nacional é que ninguém precisa montar times bons, brilhar ou vencer, como tantos treinadores brasileiros e estrangeiros fizeram nos últimos anos. Às favas com o mérito!, parecem dizer.

O escolhido tem um currículo modestíssimo, apesar de já ter comandado a seleção em um Mundial.

Gilmar é o nosso 7 a 1 moral no sentido de não ser “boa conduta'' nomear um coordenador de seleções quem até anteontem tratava com jogadores no papel de empresário.

Dunga é o 7 a 1 moral como adjetivo: o “estado de espírito'' gerado por sua sua contratação pelo antigo deputado da ditadura e seu iminente sucessor na CBF é o de manutenção da cultura que, depois da goleada alemã, seria necessário mudar.

Por mais que as palavras de Dunga e Gilmar possam sugerir inflexões, eles representam a continuidade futebolística da seleção de 2014, ainda que venham a conquistar resultados melhores.

Na entrevista, afora cutucadas em Felipão e Parreira e uma ou outra frase que se presta a títulos jornalísticos, não houve sinal de virada na seleção. O eixo continua a pregação pelo “comprometimento'' _igualzinho a Scolari.

Pelo visto, pouco aprendemos _ou aprenderam_ com a debacle no Mineirão.

O 7 a 1 também pode ser moral.

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Mais de 500 mortos de um lado, 13 do outro: não há guerra, e sim massacre
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Mário Magalhães

Criança morta em ataque israelense de 2011; em 2014, já são cem – Foto Mohammed Saber/Efe

 

Nos ataques em curso, as Forças Armadas de Israel já mataram neste mês mais de 500 palestinos na faixa de Gaza.

Dos 500, parcela expressiva é de civis, e cem _uma centena de vidas!_ são crianças (para ler reportagem do UOL, basta clicar aqui).

Treze israelenses, na maioria militares, foram mortos pelo Hamas.

Quando são mortos mais de meio milhar de um lado, e pouco mais de uma dezena do outro, expressões como “conflito'' e “hostilidades'' são de um eufemismo obsceno.

Pior, só quando se fala em “guerra''.

Não há guerra, e sim massacre.

São legítimas as ponderações sobre uma série de aspectos da geopolítica no Oriente Médio.

Mas é inegável que ocorre um massacre. Ele deve ser interrompido imediatamente e sem condições.

Não é preciso ser um humanista fanático para defender o fim do morticínio.

Apenas manter um mínimo de humanidade correndo nas veias e palpitando junto com o coração.

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O Flamengo e a síndrome de seleção: rir pra não chorar
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Mário Magalhães

No domingo à tarde, o Flamengo chutou uma única vez no gol do Inter, sem perigo. O colorado somou 19 finalizações, marcou quatro vezes e só não ampliou porque desacelerou, como a Alemanha nos 7 a 1 contra o Brasil.

Horas antes dos 4 a 0, eu recebera um e-mail do pai, vascaíno, com o assunto “Enfim, uma boa notícia''. A mensagem vinha com uma foto do Mick Jagger, o inglês de pés gélidos, vestido com o manto sagrado e anunciando: “Vou permanecer no Brasil até o fim do Campeonato Brasileiro pra torcer agora pro meu Mengão''.

À noite, um irmão gremista enviou o torpedo: “Vou mandar umas joelheiras de presente pra essa turma aí, porque de quatro vão machucar os joelhinhos''.

Para o torcedor do Vasco, que padece com o clube na segundona, não respondi. Para o do Grêmio, não resisti ao comentário de que ele estava, digamos, deliciando-se com o banquete alheio (as palavras não foram bem essas…).

O sábado já havia sido de piadas, nas festas julinas na escola das crianças e no prédio. Mas quem as contava eram os próprios rubro-negros, últimos colocados no Brasileirão. “Gostou da nossa nova contratação, o Lahm? Lahm… terna!''.

Quem mais coleciona anedotas são os alvos da maledicência. Ninguém é tão sacaneado hoje como um torcedor do Flamengo.

Não lembro se foi no terceiro ou quarto gol dos alemães que o pessoal nas redondezas começou a gritar “Mengo!'' nas janelas, brincando com a camisa vermelha e preta dos europeus.  Aqui em casa, começamos a rir. Melhor do que chorar, certo?

Só assim para encarar os fiascos sucessivos do Flamengo.

Uma rubro-negra recém-entrada na adolescência veio me contar, assim que o vexame no Beira-Rio se encerrou: “Sabe quem viu o Flamengo liderando a tabela? O Felipe Massa, quando o carro dele capotou e ele ficou de cabeça pra baixo''.

Ontem, o Amaral deve ter achado que não havia ninguém atrás dele, pois deixou o Juan cruzar livremente para o He-Man abrir o placar.

No segundo gol, o Mugni falhou, mas o Chicão fez um pênalti inacreditável, que ainda lhe custou a expulsão. Inacreditável porque ele já havia afastado a bola, na dividida.

Na saída para o intervalo, o André Santos disse na Globo: '' A nossa equipe estava bem''. Como pode estar bem um time que não ameaça o adversário num esporte em que vence quem faz gols?

No terceiro, a jogada dos donos da casa começou com o André Santos perdendo a pelota.

Mas o lateral-esquerdo não é culpado pelos horrores a que temos assistido em campo _a agressão que sofreu é covarde e criminosa.

E sim quem o contrata, essa cartolagem que se tem como genial, por ser originária do “mercado'' _o financeiro, não o da bola.

E quem o escala. A propósito, depois de ter voltado de suas férias extemporâneas na Disney, o que o Ney Franco fez em um mês de treinos?

Ele é culpado por não ter definido o time, por treinar mal (o que é este bando?) e pela escalação suicida (insistir em Chicão e André Santos, para limitar a dois os exemplos).

Quem contratou o Ney Franco, ofendendo o Jayme de Almeida na saída? A tal cartolagem do “mercado''.

Também têm culpa os bajuladores que defendem esses cartolas como o suprassumo da eficiência.

A falta de dinheiro é uma falácia. O Flamengo ostenta uma das mais caras folhas de pagamento do país _além da maior dívida entre as agremiações de futebol, como se viu ontem num ranking publicado pela “Folha''.

Por que os aduladores estão em silêncio? Cadê os microfones para condenar até jornalista que revela salário de jogador, como no caso do Carlos Eduardo de lamentável memória?

Esses baba-ovos de dirigentes são um estorvo, e não trunfo do Flamengo.

O que resta à torcida é ir ao Maracanã para incentivar o time a não cair.

Até agora, com ingressos a preço abusivo, decisão dos cartolas do “mercado'', foi difícil.

Pelo menos nisso essa gente terá de ceder, por uma questão de sobrevivência.

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A vida do brasileiro depois dos 7 a 1
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Mário Magalhães

O cabra criativo autor das sacadas abaixo não quer ser identificado.

É um velho amigo, cheio de títulos.

Lá vai:

Na matemática

3 + 4 = 1 + 6 = 2 + 5  = 4 + 3 = 6 +1 = 5 + 2 = 7 a 1

Na lógica formal: a ordem dos fatores não altera o produto

7 a 1 = 1 a 7

Na série cardinal

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 a 1, 8, 9…

Na geometria

O heptágono é uma forma geométrica de 7 lados a 1

Nos filmes de ação

007 a 1: O espião que me goleava

Nos desenhos da Disney

Branca de Neve e os 7 anões a 1

No cinema papo-cabeça

O cineasta sueco Ingmar Bergman dirigiu o filme O 7o Selo a 1

Na geopolítica

Em Nova York, semana que vem, haverá uma reunião do poderoso G-7 a 1

Na história do século XX

Lênin e Trotsky foram os líderes da Revolução Russa ocorrida em 1917 a 1

Na história nacional

D. Pedro I soltou o brado da Independência no dia 7 a 1 de Setembro de 1822

No Código Penal

Os estelionatários são enquadrados no famigerado artigo 1 7 a 1

Na geografia

A região Norte do Brasil tem 7 Estados a 1

No calendário

As semanas no Brasil passam a ter 7 dias a 1

Nos filmes de terror

Os 7 Cavaleiros do Apocalipse a 1

Na posição em campo no futebol

Os pontas direita agora passam a usar a camisa 7 a 1

Na educação infantil

O Joãozinho está pintando o 7 a 1

Na filosofia popular

O gato tem 7 vidas a 1

Nas lendas

Piratas e sereias são personagens lendários dos 7 mares a 1

No anedotário

7 a 1 é conta de mentiroso

Na superstição

7 a 1 é o número da sorte

Na música do Cazuza

Um trem para as estrelas: São 7 horas da manhã a 1, vejo o Cristo da Janela…

Na teoria musical

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, são estas as 7 notas musicais a 1

Nas regras da sinuca

A última bola na mesa, a preta, é a de número 7 a 1

No teatro de Nelson Rodrigues

Os 7 gatinhos a 1

Nas marcas registradas

A Pepsi estuda em relançar no Brasil o refrigerante 7up a 1

Na Música Popular Brasileira

O chorinho é um ritmo musical tocado através de instrumentos como pandeiro, cavaquinho e violão de 7 cordas a 1

Nas publicações para adolescentes

Já nas bancas a revista 7o Céu a 1

Na astronomia

As Plêiades formam uma constelação formada por 7 estrelas a 1

Na física das cores

O arco-íris é formado pelo espectro de 7 cores a 1

No judaísmo

Na cultura judaico-cristã o 7 a 1 é considerado um número perfeito

No islamismo

Na religião mulçumana o trono de Alá fica no 7o Céu a 1

No cristianismo

Na Idade Média se supunha que o Paraíso ficasse localizado na camada do céu de número 7 a 1

Nos féretros

Os mortos são enterrados a 7 palmos de terra a 1

No nome de algumas pessoas

Prazer, me chamo Setembrino a um

No turismo internacional

O mundo tem 7 Maravilhas a 1

No baralho

O buraco é um jogo onde a canastra é formada a partir de 7 cartas a 1 do mesmo naipe

E para concluir…

Felipão e Scolari são duas palavras que têm 7 letras a 1

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A Nasa não viu, mas o Datafolha flagrou milhões vivendo no mundo da Lua
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Mário Magalhães

 

Os astronautas norte-americanos que andaram pela Lua eram uns abobados da enchente. Não viram que naquele mundo viviam milhões de pessoas, originárias da Terra, mais precisamente do Brasil.

Ou viram e esconderam de nós. Quem sabe a papelada do Snowden não revela alguma coisa sobre isso.

Porque o Datafolha comprovou, na pesquisa com mais de 5.000 entrevistados nestas terça e quarta-feiras, que tem muita gente habitando o mundo da Lua.

Embora divirja frontalmente, até dá para entender que 18% dos brasileiros com idade para votar considerem “nenhuma'' a responsabilidade dos dirigentes da CBF pelo fiasco da seleção na Copa. Quem escala é o treinador, quem joga são os jogadores… O raciocínio desse pessoal deve ser por aí (veja o levantamento clicando aqui).

Mais impressionante, 12% avaliam que a comissão técnica não contribuiu para a derrota. Talvez pensem que o Felipão e o Parreira não entraram em campo, logo…

O inacreditável são os 14% para quem os jogadores não têm responsabilidade alguma pelos resultados, o jogo jogado.

Das duas, uma: ou estão de brincadeira ou vivem mesmo no mundo da Lua.

Será que põem o vexame na conta dos deuses do futebol? Sobre estes, o Datafolha nada perguntou.

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Flalemanha? Fladisney!
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Mário Magalhães

Ingenuidade pode não ter fim. Depois de acreditar no hexa em 2014, cultivei a esperança de que o Flamengo retomaria, arrumadinho, o Campeonato Brasileiro pós-Copa.

O time entrou na décima rodada como 19º e penúltimo colocado, já na zona de rebaixamento. Com a derrota em casa por 2 a 1 para o Atlético-PR, na noite desta quarta-feira, caiu para a lanterna. Em 30 pontos disputados, colecionou sete, uma só vitória em dez partidas.

A camisa rubro-negra da campeã mundial Alemanha rendera a brincadeira do Flalemanha, ainda mais com Podolski desfilando com o legítimo manto sagrado.

Descobrimos ontem a Fladisney, o time treinado por Ney Franco, técnico que enquanto corria a Copa ou às suas vésperas passeava em parques da Disney nos Estados Unidos.

Em vez de se dedicar a arrumar a bagunça evidenciada em campo, o clube concedeu um período de pouco mais de duas semanas de férias ao elenco, antes de retomar os treinos.

O penúltimo lugar rendeu o prêmio: férias no meio da temporada!

Claro que os aduladores da cartolagem acharam tudo muito bom, tudo muito natural.

Mesmo com quase um mês para ensaiar o regresso ao Brasileiro,  assistiu-se a uma sequência de desencontros.

Ney Franco voltou a empregar o sistema com três zagueiros. Raríssimas seleções o adotaram na Copa, a Holanda foi uma delas _a Argentina abandonou-o depois do primeiro tempo na estreia.

O resultado foi o esvaziamento do meio-campo, tomado pela garotada do Furacão. Apesar dos três na zaga, o Flamengo ofereceu um buraco para Douglas Coutinho abrir o placar aos 19 min do primeiro tempo.

Com volantes e meias marcados, o rubro-negro carioca saía jogando com chutões de Felipe ou dos zagueiros para o ataque, onde Alecsandro batalhou em uma solidão de dar dó. Por falta de opções, Wallace, na prática, virou armador.

Por sorte, o Flamengo obteve o empate aos 34 minutos, com Samir cabeceando depois de escanteio cobrado na esquerda por Lucas Mugni, que entrara no lugar de Paulinho, que saiu contundido.

Na segunda etapa, Alecsandro acertou o travessão aos 10 min, e aos 15 mim Cléberson anotou o 2 a 1.  Enquanto o time da casa, que jogou em Macaé (RJ), espichava a bola com nenhum ou pouco perigo, os visitantes tocavam.

O técnico Doriva, que eu vi chegar jovenzinho como volante ao São Paulo, ensinava a Ney Franco como armar um time de futebol.

Sugiro compararem a folha de pagamento do Flamengo à do Atlético-PR. Descobrirão que é lorota a desculpa da diretoria do clube do Rio, segundo a qual o time patina porque há contenção de despesas.

Na verdade, gasta-se muito, porém mal.

Quanto ganham Elano e André Santos, que vivem a decadência de duas carreiras que tiveram ótimos momentos?

Os dois foram muitos vaiados pela torcida.

Que gritou “ô, ô, ô, queremos jogador!''.

E também “vergonha, time sem vergonha…''.

Será que eu sigo acreditando? Estou me sentindo o Pateta.

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‘Biografias: métodos e narrativas’: um painel no congresso da Abraji
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Mário Magalhães

blog - abraji nono congresso

No dia 24 de julho, quinta-feira da semana que vem, terei a honra de participar de um painel no 9º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

Das 11h às 12h30, falarei sobre “Biografias: métodos e narrativas'', tema do segmento “Fazer jornalístico'' do congresso. A mediação será do colega Thiago Herdy.

A programação do congresso, que vai do dia 24 ao 26 e estará repleto de eventos bacanas, pode ser conhecida clicando aqui.

Para informações sobre inscrição, leia aqui.

Serão homenageados os jornalistas Elio Gaspari e, em reconhecimento póstumo, Santiago Andrade, cinegrafista morto quando cobria um protesto no Rio.

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‘Nunca Nade Sozinho’: de volta ao Rio, agora no Teatro Glaucio Gill
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Mário Magalhães

blog - nunca nade sozinho glaucio gil

 

Tive a sorte de assistir, pouco antes da Copa, à montagem de “Nunca Nade Sozinho''.

A peça escrita pelo canadense Daniel MacIvor, dirigida por Nadja Turenkko e encenada por ela, Ciro Sales e Kadu Veiga está de volta ao Rio, agora no Teatro Glaucio Gill. Estreia nesta quinta-feira, às 21h.

O texto é uma provocação a neurônios acomodados. A encenação e as interpretações são ainda melhores.

Reproduzo abaixo o release:

* * *

Escrito pelo consagrado dramaturgo canadense Daniel MacIvor e dirigido pela atriz e diretora Nadja Turenkko, o espetáculo “Nunca Nade Sozinho” tem nova temporada no Rio de Janeiro, estreando em 17 de julho no Teatro Gláucio Gill. A montagem é apresentada em formato de um jogo – uma competição em que dois homens, mediados por uma juíza, testam suas habilidades em treze rounds de provocações, declarações e cumplicidade.

“Nunca Nade Sozinho” utiliza a mímica corporal dramática para narrar o embate de dois amigos de infância que se tornaram empresários bem-sucedidos e não estão acostumados a perder. A competição fica ainda mais difícil após recordarem de um incidente que marcou suas vidas no passado. O espetáculo mescla o real com o imaginário,  brinca com o tempo e o espaço e é construído em cima de diálogos fragmentados  do discurso contemporâneo.

A diretora e atriz do espetáculo, Nadja Turenkko, criou uma nova concepção para a proposição cênica sugerida pelo autor, levou a encenação a um lugar metafórico, um naufrágio psicológico, onde os três personagens a todo o momento se relacionam no tempo de suas memórias e do presente. “Utilizamos a mímica corporal dramática para contar uma história de compaixão e competição. A montagem vai despertar a curiosidade da classe artística e de todo o público para uma nova forma de encenação”, afirma Nadja.

O autor do espetáculo, Daniel MacIvor, ganhou admiradores no Brasil a partir da montagem do seu texto ‘In on It’, em 2010, no Rio de Janeiro. A obra foi sucesso de público e crítica no país e recebeu premiações em diversos festivais.

A peça recebeu o convite dos diretores artísticos do Teatro Glaucio Gill, Luciana Fávero e Gustavo Paso, por se enquadrar dentro do novo conceito de ocupação, que tem por objetivo a formação de plateia e oferecer ao público espetáculos de qualidade da cena teatral carioca.

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