Blog do Mario Magalhaes

A lição de Tristão para tempos bicudos

Mário Magalhães

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O pensador Alceu Amoroso Lima, ou Tristão de Athayde, em 1965 – Foto Folhapress

 

Nas horas candentes do golpe de Estado de 1964, parto da ditadura de 21 anos, os golpistas disseram que o presidente constitucional João Goulart tinha saído do Brasil. Outros espalharam que ele renunciara. Eram mentiras _ou, em tempos trumpistas, fatos alternativos.

Em Petrópolis, um operário queixou-se ao pensador católico Alceu Amoroso Lima (1893-1983), que já então assinava como Tristão de Athayde:

''Senhor professor, é o fim do Brasil''.

Alceu respondeu:

''Não. É apenas um episódio na história do Brasil, que é maior do que todos esses episódios''.

O grande intelectual contou a conversa em carta endereçada a uma filha, como se lê na coletânea Cartas do pai, editada pelo Instituto Moreira Salles.

A ditadura duraria demais, mas acabaria.

A lição de Tristão para tempos bicudos permanece atual, mais de meio século depois.

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