Blog do Mario Magalhaes

Messi é gênio da raça

Mário Magalhães

Lionel Messi esteve hoje longe dos seus melhores dias, e seria mesmo difícil, dado o excesso de cuidados defensivos da Holanda, bem como da Argentina.

No segundo tempo do 0 a 0 na Arena Corinthians, o gênio da raça cansou, mas o técnico Alejandro Sabella não o desprezou, mantendo-o no jogo.

O camisa 10 caminhava em campo, e a torcida gritava seu nome, injetando energia no corpo que parecia tê-la perdido.

Completamente fatigado, ainda criou uma grande chance aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação _Maxi Rodriguez desperdiçou-a.

Na primeira cobrança da série de pênaltis, as pernas já com poucas forças poderiam comprometer a confiança dos sul-americanos, se Messi errasse.

Mas quem, ao contrário de Thiago Silva nas oitavas, não fugiu ao papel de capitão, em seguida à primeira das duas defesas de Romero, o nome da partida, ao lado do incansável Mascherano?

Ele, o maior jogador do mundo: Messi!

Para mim, até agora é o craque da Copa, mas aprendi em 2002 que é preciso esperar a final para julgar.

Que venham os alemães!

Pela primeira vez na Copa, a Argentina não venceu ou fez gol com a bola rolando.

Van Gaal e Sabella postaram seus times de modo semelhante, apesar de a Holanda ter começado com três zagueiros (depois tirou um) e a Argentina, com dois.

Foi como se a escalação de Bernard por Felipão ontem tivesse funcionado como uma vacina contra ousadias. Em vez de se arriscar à frente, cautela extrema atrás.

Mesmo com Perez bem, os argentinos sentiram a ausência de Di María, contundido. Perderam em criação.

A Holanda cresceu no segundo tempo, com o cansaço adversário.

Na prorrogação, as posturas se mantiveram, com o brilhante Robben aproveitando sua boa forma física para ameaçar um pouco mais.

Até as quartas-de-final, Messi havia sido mais efetivo do que Robben, a despeito da impressão deixada pelas jogadas acrobáticas do holandês. É o que mostram estatísticas Footstats e da Fifa publicadas pelo jornal ''O Globo''.

O argentino havia feito quatro gols, contra três de Robben.

O europeu finalizou mais (17 a 16), mas foi bem inferior em passes que resultaram em chutes ou cabeçadas a gol (21 a 15 para o atacante do Barcelona).

Messi participou de 87,5%  das jogadas de gol da sua equipe (sete em oito).

A Alemanha tem mais time, mas não tem Messi.

Parabéns, Pulga!

Suerte!

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